{"id":17,"date":"2007-08-17T09:31:47","date_gmt":"2007-08-17T09:31:47","guid":{"rendered":"http:\/\/umjurista.aovento.com\/?p=17"},"modified":"2025-12-03T10:14:52","modified_gmt":"2025-12-03T10:14:52","slug":"a-%c2%abordem-de-direito%c2%bb-e-os-seus-valores-fundamentais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/?p=17","title":{"rendered":"A \u00abOrdem de Direito\u00bb e os seus valores fundamentais."},"content":{"rendered":"<ol>\n<li>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">A \t<em>\u00abOrdem de Direito\u00bb <\/em>\u00e9 uma <em>\u00abutopia \tpositiva\u00bb.<\/em><\/font><\/font><\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">Devemos come\u00e7ar por caracterizar e distinguir entre <em>\u00abUtopia Negativa\u00bb<\/em> e <em>\u00abUtopia Positiva\u00bb.<\/em> Distinguiremos estas duas formas de <em>\u00abUtopia\u00bb<\/em> do seguinte modo: a primeira \u00e9 a <em>negatividade<\/em> (ou a <em>nega\u00e7\u00e3o<\/em>) total e radical de todo o <em>positivo real a\u00ed existente, <\/em>em termos sociais, culturais e civilizacionais; <em>contrap\u00f5e-se<\/em> \u00e0 realidade positiva pela sua <em>nega\u00e7\u00e3o <\/em>e <em>contradi\u00e7\u00e3o <\/em>absolutas e nada oferece como alternativa \u2500 \u00e9 o <em>\u00abNada\u00bb<\/em>, o <em>\u00abN\u00e3o\u00bb<\/em>, de tudo o que existe: a <em>\u00abGrande Recusa\u00bb<\/em>, lhe chamou HERBERT MARCUSE. Um exemplo \u00e9, quanto a n\u00f3s, sem d\u00favidas, a <em>utopia marxista<\/em>, ou as que, de algum modo, se v\u00e3o, ainda hoje, nela filiar. J\u00e1 a <em>\u00abUtopia Positiva\u00bb<\/em> tem uma certa <em>positividade<\/em>, de duas formas: por um lado, <em>ela j\u00e1 existe<\/em>, positivamente, naquela superestrutura civilizacional que FRIEDRICH HAYEK designou como o <em>\u00abM\u00e9taconsciente\u00bb<\/em> cultural de uma dada Civiliza\u00e7\u00e3o \u2500 ou o que SIGMUND FREUD designou como o <em>\u00abSuper-Eu Cultural\u00bb<\/em>; o que KARL POPPER chamou de o <em>\u00abMundo 3\u00bb<\/em>; e o que NICOLAI HARTMANN chamou de <em>\u00abNoosfera\u00bb<\/em>, ou o <em>\u00abMundo dos Valores\u00bb.<\/em> E, estando <em>acima<\/em> e <em>para al\u00e9m<\/em> da mera realidade social imediata, mas <em>em conson\u00e2ncia com ela<\/em> e <em>n\u00e3o a<\/em> <em>contradizendo<\/em>, ou <em>sem a negar<\/em> (a outra forma da sua <em>positividade<\/em>), por outro lado dirige-lhe <em>\u00abexig\u00eancias normativas\u00bb: <\/em>ou porque os seus <em>Valores<\/em> podem n\u00e3o se ter realizado de todo, ou todos; ou serem atrai\u00e7oados e negados pelas vicissitudes da vida corrente; ou s\u00f3 se realizarem parcialmente, ou defeituosamente \u2500 e \u00e9 nesta <em>\u00abexig\u00eancia normativa\u00bb<\/em> \u00e0 realidade social e civilizacional e positiva corrente e quotidiana que est\u00e1 o <em>\u00abdiferencial\u00bb<\/em> de um <em>\u00abMais\u00bb<\/em>, ou de um <em>\u00abExcesso\u00bb<\/em>, que faz dela, ainda, uma <em>\u00abUtopia\u00bb.<\/em> Por outro lado, ela tem de ser permanentemente \u00abconstru\u00edda\u00bb e \u00abre-constitu\u00edda\u00bb, ou feita (re)-nascer pelas pessoas, para se manter v\u00e1lida e positivamente vigente \u2500 i. \u00e9, para serem mantidos o seu alcance de exig\u00eancia e a sua mem\u00f3ria presente. Autores como JONH RAWLS falam de uma <em>\u00abUtopia Realista\u00bb<\/em>; e ANTHONY GIDDENS fala de um <em>\u00abRealismo Ut\u00f3pico\u00bb.<\/em> Isto porque, muito do que <em>deve ser<\/em> mantido como <em>exig\u00eancia normativa \u00e0 realidade<\/em>, est\u00e1 j\u00e1 a\u00ed: nos Valores e dimens\u00f5es da Cultura vigente e j\u00e1 existente e alimentando esta.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\">\u00a0<font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>2.<\/strong> A <em>\u00abOrdem de Direito\u00bb <\/em>faz parte do <em>\u00abM\u00e9taconsciente\u00bb<\/em> cultural da nossa <em>\u00abCiviliza\u00e7\u00e3o Greco-Romana, Judaico-Crist\u00e3 e Europeia ou Ocidental e Atl\u00e2ntica\u00bb<\/em>: i. \u00e9, daquela superestrutura de valores, princ\u00edpios, pr\u00e9-concep\u00e7\u00f5es, categorias, conceitos e quadros mentais que, n\u00e3o sendo sempre inteiramente <em>\u00abconsciente\u00bb<\/em>, todavia condiciona muito das nossas condutas, pr\u00e1ticas e atitudes comuns. \u00c9 assim, tamb\u00e9m, uma \u00ab<em>Utopia Normativo-Cultural e Jur\u00eddico-Pol\u00edtica Aberta\u00bb<\/em>, que, simultaneamente, pressup\u00f5e a aponta para uma correlativa <em>\u00abComunidade de Direito\u00bb<\/em>.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>3.<\/strong> A <em>\u00abComunidade de Direito\u00bb<\/em> e a <em>\u00abOrdem de Direito\u00bb<\/em> s\u00e3o, pois, uma <em>\u00abComunidade de<\/em> <em>Pessoas\u00bb<\/em> e uma <em>\u00abOrdem entre Pessoas\u00bb <\/em>\u2500 as quais s\u00e3o, pelas primeiras, pressupostas e sem as quais elas n\u00e3o existiriam. E a pr\u00e9-emin\u00eancia, soberania e dignidade normativas do <em>\u00abDireito\u00bb<\/em> s\u00e3o, fundamentalmente e antes do mais, uma pr\u00e9-emin\u00eancia, soberania e dignidade <em>\u00ab\u00c9ticas\u00bb<\/em> das <em>\u00abPessoas\u00bb.<\/em><\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">O valor primeiro da <em>\u00abComunidade de Direito\u00bb<\/em> e da <em>\u00abOrdem de Direito\u00bb<\/em> \u00e9, portanto, o valor da <em>\u00abPessoa Humana Individual\u00bb<\/em>, concreta, singular, diferenciada e individuadamente considerada.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">Dele decorem os valores:<\/font><\/font><\/p>\n<p align=\"left\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>a) \u2013 <\/strong>Da <em>\u00abDignidade Humana\u00bb<\/em>: a <em>\u00abHumana Dignitas\u00bb<\/em> de que falou IMMANUEL KANT, justamente, como <em>\u00abDignidade\u00bb <\/em>de um <em>\u00abSujeito \u00c9tico\u00bb<\/em>;<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\">\u2500  <font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">da <em>\u00abAutonomia\u00bb<\/em>: que \u00e9, sobretudo, a autonomia para o <em>fundamento<\/em>, para o <em>compromisso<\/em> e para a <em>vincula\u00e7\u00e3o consentida<\/em> \u2500 a autonomia <em>\u00ab\u00e9tica\u00bb <\/em>e\/ou <em>\u00abmoral\u00bb<\/em>, ou seja, o depender, acima de tudo, da sua pr\u00f3pria <em>\u00abLei Interna\u00bb<\/em>;<\/font><\/font><\/p>\n<p align=\"left\">\u2500 <font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">da <em>\u00abLiberdade\u00bb<\/em>, como <em>liberdade ontol\u00f3gica<\/em> e <em>abertura do homem ao Ser<\/em>, seja como <em>liberdade liberal negativa<\/em>, seja pelas <em>liberdades positivas<\/em> (liberais n\u00e3o-participativas e democr\u00e1tico-participativas);<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\">\u2500 <font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">e da <em>\u00abResponsabilidade\u00bb<\/em>: a qual, particularmente nas formas <em>relacionais <\/em>da liberdade, consiste na auto-vincula\u00e7\u00e3o para a <em>heteronomia<\/em> e para <em>\u00abalgo\u00bb<\/em> de exterior que nos prende e nos compromete; embora n\u00e3o deixe de existir, desde logo, como <em>\u00abresponsabilidade perante si pr\u00f3prio\u00bb <\/em>e pela <em>\u00abauto-conforma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria personalidade\u00bb.<\/em><\/font><\/font><\/p>\n<p align=\"left\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>b) \u2500 <\/strong>Da <em>\u00abNatureza Humana Comum e Universal\u00bb<\/em>, entendida como <em>\u00abconstitui\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gico-fundamental\u00bb<\/em> do ser humano (MARTIN HEIDEGGER), bem como da situa\u00e7\u00e3o do <em>\u00abestar-em-comunidade\u00bb<\/em> deriva ainda o valor da <em>\u00abIgualdade\u00bb<\/em> \u2500 desde logo como <em>igualdade \u00abradical\u00bb<\/em> ou <em>\u00abontol\u00f3gica\u00bb<\/em> entre as pessoas; pois, a um n\u00edvel j\u00e1 <em>\u00ab\u00f4ntico\u00bb<\/em>, podem subsistir <em>desigualdades<\/em> e\/ou <em>diferencia\u00e7\u00f5es<\/em>, quer <em>\u00abverticais\u00bb<\/em> (ou \u00abde m\u00e9rito\u00bb), quer <em>\u00abhorizontais\u00bb<\/em> (ou \u00abidiossincr\u00e1ticas\u00bb).<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">Da <em>\u00abIgualdade\u00bb<\/em>, assim entendida, decorrem os princ\u00edpios:<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\">\u2500 <font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">de uma igual dignidade e liberdade sociais;<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\">\u00a0\u2500 <font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">de uma igualdade de \u00abestatutos de cidadania\u00bb e\/ou de \u00abdireitos humanos fundamentais\u00bb, quer como \u00abdireitos universais de cidadania\u00bb, quer como \u00abdireitos de cidadania universal\u00bb;<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\">\u00a0\u2500 <font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">de uma igualdade perante, no e para o Direito;<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\">\u00a0\u2500 <font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">e de uma subsidi\u00e1ria e complementar \u00abigualdade equitativa de oportunidades\u00bb (JOHN RAWLS);<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\">\u00a0\u2500 <font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">bem como o valor jur\u00eddico-pol\u00edtico da <em>\u00abDemocracia\u00bb<\/em>, com a sua <em>\u00abigualdade democr\u00e1tica\u00bb<\/em>; mas que, dadas as desigualdades <em>\u00abverticais\u00bb<\/em> ou <em>\u00abde m\u00e9rito\u00bb<\/em> acima referidas (v.g., as <em>\u00abaristocracias\u00bb<\/em>), exige ser integrada num mais complexo e realista <em>\u00abregime de Constitui\u00e7\u00e3o Mista\u00bb<\/em>; todavia, ao seu n\u00edvel pr\u00f3prio, a <em>\u00abDemocracia\u00bb <\/em>implica sobretudo o valor da <em>\u00abParticipa\u00e7\u00e3o\u00bb<\/em>, bem como deveres sociais concretamente contextualizados de <em>\u00abSolidariedade\u00bb<\/em> e de <em>\u00abCorresponsabilidade\u00bb<\/em> comunit\u00e1rias.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>4. <\/strong>Mas h\u00e1 ainda um outro conjunto de valores que integram a <em>\u00abOrdem de Direito\u00bb<\/em>; s\u00e3o eles:<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>a) \u2500<\/strong> A <em>\u00abVerdade\u00bb<\/em>, como <em>\u00abrevela\u00e7\u00e3o\u00bb<\/em> e <em>\u00abdesocultamento\u00bb<\/em> (<em>al\u00e9theia<\/em>) primeiro (HEIDEGGER); e, depois, como <em>\u00abadequa\u00e7\u00e3o do intelecto \u00e0s coisas\u00bb<\/em> (f\u00f3rmula cl\u00e1ssica). Ela implica a <em>\u00abVerdade do<\/em> <em>Homem\u00bb<\/em> e a <em>\u00abVerdade de cada homem\u00bb<\/em>; a <em>\u00abVerdade da Lei Moral Universal\u00bb <\/em>(KANT) e a <em>\u00abVerdade<\/em> <em>Moral de cada Pessoa\u00bb<\/em>; bem como a <em>\u00abVerdade intr\u00ednseca da Natureza das Coisas\u00bb<\/em>, qualquer que possa ser, ainda hoje, o sentido \u00fatil desta express\u00e3o. Todavia, ela \u00e9 sempre um <em>Ideal M\u00e9ta-Referencial<\/em>, que est\u00e1 sempre para al\u00e9m das <em>\u00abverdades\u00bb<\/em>, virtual e pontualmente alcan\u00e7\u00e1veis, historicamente; ela \u00e9, como pura <em>Idealidade<\/em>, um valor <em>Meta-Hist\u00f3rico<\/em> e <em>Meta-Emp\u00edrico<\/em>.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>b) \u2500 <\/strong>A <em>\u00abJusti\u00e7a\u00bb<\/em>, que \u00e9 o valor normativo espec\u00edfico e sobredeterminante do <em>Direito,<\/em> como a exacta e rigorosa correspond\u00eancia, propor\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o entre o <em>\u00abSer\u00bb<\/em> e o <em>\u00abDever-Ser\u00bb<\/em>, por forma a que nem o Ser repouse, sempre e s\u00f3, permanentemente, <em>\u00abem si\u00bb<\/em>, num total e acabado <em>imanentismo<\/em>, mas que se <em>\u00ababra\u00bb<\/em> e se <em>\u00abtranscenda\u00bb<\/em> em direc\u00e7\u00e3o ao Dever-Ser; e por forma a que este n\u00e3o fa\u00e7a exig\u00eancias excessivas, desproporcionadas, incomport\u00e1veis e insuport\u00e1veis ao Ser, violando a sua <em>\u00abnatureza essencial<\/em> <em>pr\u00f3pria\u00bb. <\/em>A <em>\u00abJusti\u00e7a\u00bb<\/em> n\u00e3o \u00e9 assim s\u00f3 <em>\u00abEquidade\u00bb <\/em>(JOHN RAWLS); nem mesmo <em>\u00abIgualdade<\/em> <em>Complexa\u00bb<\/em> (MICHAEL WALZER); nem, muito menos, estrita <em>\u00abigualdade\u00bb<\/em> (=igualitarismo); mas, essencialmente, <em>\u00abPropor\u00e7\u00e3o\u00bb: \u00abhominis ad hominem proportio\u00bb <\/em>(DANTE).<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>c) \u2500<\/strong> A <em>\u00abLiberdade\u00bb<\/em>, nos termos j\u00e1 vistos, como <em>liberdade liberal negativa<\/em> e <em>liberdades positivas <\/em>(liberais n\u00e3o-participativas e liberdades participativas). E da qual disse HEGEL que \u00abo Direito, portanto, \u00e9, em geral, a Liberdade como Ideia\u00bb e o \u00abReino da Liberdade Realizada\u00bb, j\u00e1 que ele \u00e9 o \u00abreino da vontade livre\u00bb e, por isso, \u00abem geral, algo de Sagrado\u00bb.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>d) \u2500 <\/strong>A <em>\u00abSeguran\u00e7a\u00bb<\/em>: como ordem efectiva, unidade integrada dessa ordem, institucionaliza\u00e7\u00e3o, estabilidade e continuidade, certeza jur\u00eddica, exig\u00eancia de positividade ou vig\u00eancia, efic\u00e1cia, Etc.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"left\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>e) \u2500<\/strong> E, finalmente, a <em>\u00abPaz\u00bb<\/em>: no m\u00ednimo, como <em>\u00abaus\u00eancia negativa de tens\u00f5es e conflitos\u00bb<\/em>; no \u00f3ptimo, como <em>\u00abconverg\u00eancia, harmonia positiva e compossibilidade de posi\u00e7\u00f5es e vontades\u00bb<\/em>, i. \u00e9, como <em>\u00abConc\u00f3rdia\u00bb<\/em>, \u00e0 qual se referiu sistematicamente JO\u00c3O PAULO II.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>5. \u2500 <\/strong>\u00c9 esta, quanto a n\u00f3s, a <em>\u00abAxiologia Transpositiva\u00bb<\/em>, ou o <em>\u00abParamount Law\u00bb<\/em>, que especificam, exigindo, uma qualquer Ordem Civilizacional como uma propriamente dita <em>\u00abOrdem de<\/em> <em>Direito\u00bb.<\/em><\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>Coimbra, Agosto de 2 007.<\/strong><\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.06cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><em><strong>Virg\u00edlio de Jesus Miranda Carvalho.<\/strong><\/em><\/font><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00abOrdem de Direito\u00bb \u00e9 uma \u00abutopia positiva\u00bb. 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