{"id":21,"date":"2007-08-26T09:20:27","date_gmt":"2007-08-26T09:20:27","guid":{"rendered":"http:\/\/umjurista.aovento.com\/?p=21"},"modified":"2025-12-03T10:14:35","modified_gmt":"2025-12-03T10:14:35","slug":"racionalidade-e-espiritualidade-humanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/?p=21","title":{"rendered":"Racionalidade e Espiritualidade humanas."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">As formas \u00abverticais\u00bb da Liberdade (Liberdade teol\u00f3gica, religiosa ou \u00abpara Deus\u00bb; e Liberdade Espiritual ou \u00abpara o Absoluto\u00bb, para a \u00abvalidade categ\u00f3rica\u00bb e o \u00abincondicionado de sentido\u00bb), que s\u00e3o sempre formas de uma \u00abliberdade para\u2026\u00bb e que implicam tamb\u00e9m sempre os valores de \u00abResponsabilidade\u00bb e da \u00abVincula\u00e7\u00e3o\u00bb, implicam ainda as inelimin\u00e1veis dimens\u00f5es de hierarquia, de prioridade ou escalonamento, de qualifica\u00e7\u00e3o e de m\u00e9rito, de verticalidade, etc., bem como, obviamente a indenegabilidade do <strong>\u00abEsp\u00edrito\u00bb<\/strong>, para al\u00e9m e enquanto distinto da mera \u00abracionalidade\u00bb ou \u00abintelectividade\u00bb (o \u00abno\u00fas\u00bb aristot\u00e9lico), ou da mera \u00abraz\u00e3o l\u00f3gico-dissociativa\u00bb ou \u00abcr\u00edtico-anal\u00edtica\u00bb, pr\u00f3pria da \u00abci\u00eancia moderna\u00bb e como dimens\u00e3o \u00abtranscendens\u00bb e suprema da Exist\u00eancia.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">Na \u00abunitas multiplex\u00bb, que \u00e9 a pessoa humana individual, a \u00abRacionalidade\u00bb pertence mais ao estrato interm\u00e9dio da personalidade de dimens\u00e3o vivencial, cr\u00edtico-racional e de ego da realidade, enquanto que a \u00abEspiritualidade\u00bb se encontra mais na terceira dimens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o introceptiva e puramente humana da pessoa com os \u00abvalores\u00bb e o \u00abmundo dos \u00abvalores\u00bb.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">\u00c0 \u00abRacionalidade\u00bb, concebemo-la tanto \u00abcr\u00edtica\u00bb como \u00abpr\u00e1tica\u00bb. Mas, na verdade, o <strong>\u00abEsp\u00edrito\u00bb<\/strong> \u00e9 mais criativo, simbolizador, interrogante, dial\u00e9ctico, integrador ou totalizador e sintetizante (melhor: religante). Possui, sobretudo, uma dimens\u00e3o \u00abvertical\u00bb e \u00abfundadora\u00bb (ou fundacional) de que carece a estrita \u00abraz\u00e3o\u00bb s\u00f3 \u00abte\u00f3rica\u00bb, ou \u00abt\u00e9cnica\u00bb, do racionalismo e intelectualismo modernos: estes \u00faltimos t\u00eam a ver mais com os \u00abconceitos\u00bb, os \u00abprocedimentos\u00bb, os \u00abprocessos\u00bb, a \u00abl\u00f3gica\u00bb e o estrito princ\u00edpio da \u00abn\u00e3o-contradi\u00e7\u00e3o\u00bb, a \u00abexplica\u00e7\u00e3o\u00bb, a \u00abinstrumentalidade\u00bb, a \u00aboperacionalidade\u00bb, a \u00abexperimentalidade\u00bb e os \u00abmeios\u00bb; aquele primeiro tem a ver mais com as \u00abideias\u00bb, os \u00abideais\u00bb, os \u00abvalores\u00bb, os \u00abprinc\u00edpios\u00bb, os \u00abfundamentos\u00bb, os \u00absentidos\u00bb, a \u00abcompreens\u00e3o\u00bb, a \u00abexperiencialidade\u00bb e os \u00abfins\u00bb. Este \u00faltimo \u00e9 tamb\u00e9m o terreno privilegiado, n\u00e3o tanto da \u00abci\u00eancia\u00bb em sentido estrito e moderno, mas da \u00absapi\u00eancia\u00bb, da \u00abfilosofia\u00bb, das \u00abci\u00eancias da cultura e do esp\u00edrito\u00bb, da \u00abhermen\u00eautica\u00bb, da \u00abarte\u00bb, das \u00abhumanidades\u00bb e do \u00abhumanismo\u00bb. \u00c9 por isto mesmo que n\u00f3s rejeitamos decididamente o \u00abracionalismo\u00bb e o \u00abintelectualismo\u00bb modernos e cartesianos e nunca nos definir\u00edamos como \u00abum intelectual\u00bb, ou jamais assumir\u00edamos a \u00abpose do intelectual\u00bb (a qual, de resto, abominamos), j\u00e1 que nem todos os seres inteligentes s\u00e3o \u00abintelectuais\u00bb !<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">O <strong>\u00abEsp\u00edrito\u00bb<\/strong>, que \u00e9 sin\u00f3nimo de <strong>\u00abLiberdade\u00bb<\/strong>, implica tamb\u00e9m a capacidade de reflex\u00e3o total sobre si mesmo, ou seja uma <em>\u00abconsci\u00eancia reflexa\u00bb<\/em>; revela-se, mais do que no insond\u00e1vel interior da consci\u00eancia, nas \u00abobras culturais\u00bb do homem, na criatividade, nos valores, no acto est\u00e9tico e \u00e9tico e no amor. Mas hoje j\u00e1 n\u00e3o se entende, como o entendeu o \u00abidealismo absoluto e objectivo\u00bb de um HEGEL, em termos meramente objectivos e desligado de refer\u00eancia \u00e0 subjectividade criadora, da refer\u00eancia ao car\u00e1cter \u00abpessoal\u00bb da sua actividade.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">Ao <strong>\u00abEsp\u00edrito\u00bb<\/strong> se deve, designadamente, a possibilidade de uma auto-compreens\u00e3o globalizadora de todos os sentidos poss\u00edveis da Liberdade humana, na vis\u00e3o, na exig\u00eancia e na experi\u00eancia integradas e poss\u00edveis de uma <strong>\u00abExist\u00eancia humana livre, digna e respons\u00e1vel\u00bb.<\/strong><\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\">E porque, sendo porventura todo o social humano, todavia, \u00abnem todo o humano \u00e9 social\u00bb, o homem, como \u00abpessoa moral e espiritual\u00bb, transcende sempre, em Liberdade e em Espiritualidade, a pr\u00f3pria \u00absociedade pol\u00edtica\u00bb e est\u00e1 acima e para al\u00e9m dela, seja no espa\u00e7o privado de uma dimens\u00e3o de \u00abliberdade negativa\u00bb ou \u00abliberal\u00bb, seja \u00abeticamente\u00bb e como \u00abvalor absoluto\u00bb superior \u00e0 sociedade e ao Estado, seja nos seus fins \u00faltimos da \u00abcontempla\u00e7\u00e3o\u00bb da Verdade, pelo conhecimento, da Beleza, pela est\u00e9tica, do bem e do Amor, pelo acto \u00e9tico e pelo acto relacional, ou mesmo na tens\u00e3o ek-st\u00e1tica, supra-temporal e de transfinitude para o \u00abTranscendente\u00bb: o \u00abEnglobante\u00bb o \u00abSer\u00bb, \u00abDeus\u00bb.<\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><strong>Coimbra, Agosto de 2 007.<\/strong><\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\"><font face=\"Arial, sans-serif\"><font size=\"2\"><em><strong>Virg\u00eclio de Jesus Miranda Carvalho.<\/strong><\/em><\/font><\/font><\/p>\n<p style=\"text-indent: 1.48cm; margin-bottom: 0cm\" align=\"justify\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As formas \u00abverticais\u00bb da Liberdade (Liberdade teol\u00f3gica, religiosa ou \u00abpara Deus\u00bb; e Liberdade Espiritual ou \u00abpara o Absoluto\u00bb, para a \u00abvalidade categ\u00f3rica\u00bb e o \u00abincondicionado de sentido\u00bb), que s\u00e3o sempre formas de uma \u00abliberdade para\u2026\u00bb e que implicam tamb\u00e9m sempre os valores de \u00abResponsabilidade\u00bb e da \u00abVincula\u00e7\u00e3o\u00bb, implicam ainda as inelimin\u00e1veis dimens\u00f5es de hierarquia, de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-21","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81,"href":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21\/revisions\/81"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/umjurista.aovento.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}